Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.
May 2, 2013
8:57 pm
April 21, 2013
April 12, 2013
April 8, 2013
April 7, 2013
7:57 pm
Queria ficar em casa, mas vou ter que sair, não tá cabendo eu e a saudade no meu quarto.
7:48 pm
Então você chegou (…). E eu apenas sorri e sorri e sorri. Porque era isso. Eu queria te ver apenas.
April 3, 2013
12:33 pm
O que for teu desejo, assim será tua vontade. O que for tua vontade, assim serão teus atos. O que forem teus atos, assim será teu destino.
March 31, 2013
March 26, 2013
9:44 pm
Não me agrada disputar atenção. Eu sempre vou ser a pessoa que perde, entende? A pessoa deixada, substituída, desinteressante. Não, isso não é complexo, não: é estatística. Tenho vida afora muitas provas disso e não reclamo, não interprete isso como uma reclamação. Apenas quero contar que jogo a toalha antes de entrar no ringue, por assim dizer. Jogo o meu corpo para o lado por conta própria antes de levar o soco e precisar de maca, remédios e recuperação. Já nem entro mais nas disputas; eu perdi o ar de tanto tentar.
9:37 pm
Sei que agora, nesse exato segundo, eu estou ultrapassando as barreiras que foram impostas a nós. Sei também que não devia estar fazendo isso, mas estou. E é pela última vez, eu juro. Você não tem noção do quão difícil está sendo lhe escrever de novo. A cada ponto final de cada frase o meu corpo se estremece, minhas mãos suam, meu pescoço estrala e eu sequer cheguei na metade de tudo o que quero te dizer. Aliás, acho que o fim do que eu sempre quis falar nunca esteve, de fato, próximo assim. Mas hoje é diferente. Eu não vim te agradecer, porque já fiz isso em outros milhares de textos. Eu não vim te xingar ou expor os seus defeitos, porque isso eu também já fiz. Eu não vim, em hipótese alguma, me rebaixar como em tantas outras vezes. Hoje, agora, eu vim fazer o que demorei cerca de quase dois anos pra ter coragem suficiente: colocar um fim em tudo isso. E o tudo inclui você, eu, nós dois, minha vaquinha de pelúcia e a música “Nosso Xote”. Eu queria que você soubesse que, querendo ou não, a sua presença na minha vida foi um divisor de águas nela. Seria em vão dizer o quanto você me fez bem, porque isso está cravado em quem eu sou. Ou melhor, em quem eu fui. Aquela garota que não sabia mais respirar, viver ou sorrir sozinha, hoje sabe - e como sabe! A verdade é que você me quebrou, cara. Do mesmo modo que me reconstituiu no início, no fim você me deixou trilhões de vezes pior. Eu pensei que com você eu era alguém melhor, mas era comigo que você se tornava alguém bom. E tudo o que eu senti, tudo o que eu te disse e principalmente tudo o que eu não te disse, tudo, tudinho, foi de verdade. Eu pensei que nunca conseguiria olhar pra outra pessoa com mais afeto do que eu olhava pra ponta do seu queixo. Eu pensei que nunca mais o meu coração se estremeceria tanto dentro do peito por outro alguém. Eu pensei que jamais deixaria de esperar por você, de querer você, de amar você. Mas eu estava enganada.
Meu querido, você já foi meu. E admitir que não é mais, também não machuca mais. Será que algo dói em você, nem que seja o seu mindinho do pé? Não importa. Perguntas como “será que ele sente falta?” ou “será que ele volta?” deixaram de ter um valor significativo. O “será” não é mais uma hipótese amedrontadora. E isso é tão, mas tão bom de dizer. Talvez você conheça a sensação, afinal, ela o tocou primeiro. Mas o que importa é que ela, enfim, me tocou também: a sensação de liberdade. Olhe como eu respiro calma e tranquila agora. Olhe como os meus olhos permanecem sem lágrima alguma ao afirmar isso. Olhe como eu olho a vida colorida e risonha, mesmo sem você. O tempo passou, percebeu? Eu acabei de me dar conta disso. E o melhor: sem rastros tristes, sem traços de raiva, sem amargura alguma. Eu pensava que jamais me libertaria das correntes que me prendiam ao nosso trem, mesmo que ele estivesse sempre vazio, tanto de passageiros quanto de sentimentos. Eu me enganei, de novo. E nunca pensei que estar enganada trouxesse uma paz de espírito assim.
Se você tiver seguido o meu conselho, posso ter a certeza de que continuas uma pessoa de bom coração. O seu objetivo não era me causar mal algum, eu sei. Mas o fim não justifica os meios e, infelizmente, os meios podem ser dolorosos. Eu joguei toda a culpa pra cima de mim, depois pra cima de você, até que a joguei fora. Não existe culpa. O que existe, na verdade, são dois corações calouros em busca da felicidade. E quem nunca quebrou a cara tentando ser feliz, não é mesmo? A gente não vai ter pena de morte por isso, por mais que tenhamos morrido inúmeras vezes nessa brincadeira estúpida de gostar. Alguém há de perdoar a nossa imprudência. A gente há de se perdoar, algum dia. Mas, hoje, eu queria que você tivesse a absoluta certeza que não existe mágoa alguma em mim. Eu sei que o seu maior medo era que eu te achasse um filho de puta, mas por incrível que pareça, eu não acho. Não mais. O seu nome já foi o meu maior medo de ser lido, a sua voz já foi a minha maior vontade de ser escutada, o seu rosto sempre vai ser o meu maior anseio. No fundo, no fundo, eu nunca vou deixar de gostar de você. Mas com certeza vou aprender a amar outras pessoas. Ou melhor, acho que já aprendi.
Perdi a conta de quantas vezes eu quis você de volta, nem que fosse pra dizer que estava tudo bem, que estava comigo, que me ouviria a madrugada inteira se fosse preciso. Perdi a conta de quantas vezes quis te ligar pra você ouvir, através dos meus soluços, o tamanho da minha dor. Perdi a conta de quantas vezes implorei pra sentir de novo um pouquinho da felicidade que era estar ao seu lado. Perdi a conta, perdi o rumo, perdi você e me perdi de mim. Pensei que viveria para sempre dentro de um pesadelo sem fim, mas, pela terceira vez, estava enganada. Mas uma coisa é certa: eu nunca fui tão transparente quanto fui com você. Nunca, em toda a minha vida, me expus tanto a um sentimento. Nunca fiquei tão pele e osso na frente de alguém, mesmo que metaforicamente falando. O que eu quero dizer é que eu fui quem eu jamais pensei que seria. Você transformou as minhas partes ruins em partes toleráveis, e as minhas partes boas em partes invejáveis. Obrigada por isso. Obrigada, de verdade.
Não queria que isso se tornasse cansativo, monótono ou exagero demais, mas você, mais do que ninguém, sabe o quanto eu odeio ser previsível e o quanto eu consigo ser isso quando escrevo. Ainda mais se o destinatário tem o seu nome. Queria que você soubesse que eu não sinto mais aquela compulsiva vontade e necessidade de encher papéis com trechos de qualquer coisa que me vem na cabeça. Hoje em dia eu silencio as minhas ideias e guardo as dores pra mim, como sempre fiz antes de quebrar as barreiras e compartilhá-las com você. Não dói mais, acredita? Dormir sem o seu “boa noite” não dói mais. Não ter o seu colo, o seu ombro ou as pontas dos seus dedos gelados fazendo carinho no meu joelho não dói mais. Não dói ver as fotos, escutar as músicas ou sair de casa e conhecer gente mais interessante e divertida que você. Eu posso, enfim, dizer que estou curada. O tempo me curou de tudo aquilo que eu pensei ser incurável. E a vida tomou um novo rumo, eu estou seguindo outro caminho, a luz do sol nunca brilhou tão forte assim. É lindo admitir que o passado passou. Se você ler isso - e eu sei que você vai ler, um dia, mas vai - eu espero que nenhuma ponta de arrependimento te toque um pouco mais fundo. Mas espero, de todo o meu coração, que você encontre alguém tão bom ou até melhor do que eu fui ou tentei ser. Jamais duvide do quão maravilhoso você é, por favor. Eu prometo também jamais esquecer que, apesar de toda essa minha estrutura meio enferrujada, no fundo eu também sou esse tal alguém maravilhoso que você enxergava em mim.
Chegamos ao limite. Fim do segundo tempo, baby. Vamos encerrar o placar de 0x0, pois tentar marcar qualquer ponto nesse jogo de alucinados é loucura - é tortura, pra ser mais específica. Não vou te pedir pra que não me telefone mais ou pra que pelo-amor-de-Deus-me-telefone. O triste é ver que todo aquele amor virou um mero “tanto faz”. E mais triste ainda é reconhecer que eu não tenho mais motivo algum pra fingir que sou forte o bastante e aguentar tudo sozinha. Eu desabo mesmo, choro mesmo, grito mesmo, bato o pé mesmo. A melhor parte de você ter saído da minha vida, é que eu tive espaço pra entrar nela. Por mais que não tenha mais sentido escrever sobre o que fomos, tampouco tentar escrever sobre outras pessoas procurando os seus traços no meio das palavras embaralhadas. Não foi perda de tempo te amar, te esperar, te querer. Mas confesso que seria perda de tempo viver pra sempre em uma bolha impregnada com o seu cheiro. Obrigada pela sua parte que me fez feliz, e obrigada ainda mais pela sua parte que me fez sofrer - ou melhor, crescer. Eu não queria que isso ficasse nostálgico, mas foi impossível. Peço perdão por isso, mas não me culpo por todo o resto. Não se culpe também. Foi bom e teve fim… Está tendo um fim. Se precisar ter a certeza de algo, eu te peço pra ter apenas de duas coisas: a primeira foi que eu te amei; a segunda é que essa é a última vez, em toda a minha vida, que eu escrevi sobre você.
Meu querido, você já foi meu. E admitir que não é mais, também não machuca mais. Será que algo dói em você, nem que seja o seu mindinho do pé? Não importa. Perguntas como “será que ele sente falta?” ou “será que ele volta?” deixaram de ter um valor significativo. O “será” não é mais uma hipótese amedrontadora. E isso é tão, mas tão bom de dizer. Talvez você conheça a sensação, afinal, ela o tocou primeiro. Mas o que importa é que ela, enfim, me tocou também: a sensação de liberdade. Olhe como eu respiro calma e tranquila agora. Olhe como os meus olhos permanecem sem lágrima alguma ao afirmar isso. Olhe como eu olho a vida colorida e risonha, mesmo sem você. O tempo passou, percebeu? Eu acabei de me dar conta disso. E o melhor: sem rastros tristes, sem traços de raiva, sem amargura alguma. Eu pensava que jamais me libertaria das correntes que me prendiam ao nosso trem, mesmo que ele estivesse sempre vazio, tanto de passageiros quanto de sentimentos. Eu me enganei, de novo. E nunca pensei que estar enganada trouxesse uma paz de espírito assim.
Se você tiver seguido o meu conselho, posso ter a certeza de que continuas uma pessoa de bom coração. O seu objetivo não era me causar mal algum, eu sei. Mas o fim não justifica os meios e, infelizmente, os meios podem ser dolorosos. Eu joguei toda a culpa pra cima de mim, depois pra cima de você, até que a joguei fora. Não existe culpa. O que existe, na verdade, são dois corações calouros em busca da felicidade. E quem nunca quebrou a cara tentando ser feliz, não é mesmo? A gente não vai ter pena de morte por isso, por mais que tenhamos morrido inúmeras vezes nessa brincadeira estúpida de gostar. Alguém há de perdoar a nossa imprudência. A gente há de se perdoar, algum dia. Mas, hoje, eu queria que você tivesse a absoluta certeza que não existe mágoa alguma em mim. Eu sei que o seu maior medo era que eu te achasse um filho de puta, mas por incrível que pareça, eu não acho. Não mais. O seu nome já foi o meu maior medo de ser lido, a sua voz já foi a minha maior vontade de ser escutada, o seu rosto sempre vai ser o meu maior anseio. No fundo, no fundo, eu nunca vou deixar de gostar de você. Mas com certeza vou aprender a amar outras pessoas. Ou melhor, acho que já aprendi.
Perdi a conta de quantas vezes eu quis você de volta, nem que fosse pra dizer que estava tudo bem, que estava comigo, que me ouviria a madrugada inteira se fosse preciso. Perdi a conta de quantas vezes quis te ligar pra você ouvir, através dos meus soluços, o tamanho da minha dor. Perdi a conta de quantas vezes implorei pra sentir de novo um pouquinho da felicidade que era estar ao seu lado. Perdi a conta, perdi o rumo, perdi você e me perdi de mim. Pensei que viveria para sempre dentro de um pesadelo sem fim, mas, pela terceira vez, estava enganada. Mas uma coisa é certa: eu nunca fui tão transparente quanto fui com você. Nunca, em toda a minha vida, me expus tanto a um sentimento. Nunca fiquei tão pele e osso na frente de alguém, mesmo que metaforicamente falando. O que eu quero dizer é que eu fui quem eu jamais pensei que seria. Você transformou as minhas partes ruins em partes toleráveis, e as minhas partes boas em partes invejáveis. Obrigada por isso. Obrigada, de verdade.
Não queria que isso se tornasse cansativo, monótono ou exagero demais, mas você, mais do que ninguém, sabe o quanto eu odeio ser previsível e o quanto eu consigo ser isso quando escrevo. Ainda mais se o destinatário tem o seu nome. Queria que você soubesse que eu não sinto mais aquela compulsiva vontade e necessidade de encher papéis com trechos de qualquer coisa que me vem na cabeça. Hoje em dia eu silencio as minhas ideias e guardo as dores pra mim, como sempre fiz antes de quebrar as barreiras e compartilhá-las com você. Não dói mais, acredita? Dormir sem o seu “boa noite” não dói mais. Não ter o seu colo, o seu ombro ou as pontas dos seus dedos gelados fazendo carinho no meu joelho não dói mais. Não dói ver as fotos, escutar as músicas ou sair de casa e conhecer gente mais interessante e divertida que você. Eu posso, enfim, dizer que estou curada. O tempo me curou de tudo aquilo que eu pensei ser incurável. E a vida tomou um novo rumo, eu estou seguindo outro caminho, a luz do sol nunca brilhou tão forte assim. É lindo admitir que o passado passou. Se você ler isso - e eu sei que você vai ler, um dia, mas vai - eu espero que nenhuma ponta de arrependimento te toque um pouco mais fundo. Mas espero, de todo o meu coração, que você encontre alguém tão bom ou até melhor do que eu fui ou tentei ser. Jamais duvide do quão maravilhoso você é, por favor. Eu prometo também jamais esquecer que, apesar de toda essa minha estrutura meio enferrujada, no fundo eu também sou esse tal alguém maravilhoso que você enxergava em mim.
Chegamos ao limite. Fim do segundo tempo, baby. Vamos encerrar o placar de 0x0, pois tentar marcar qualquer ponto nesse jogo de alucinados é loucura - é tortura, pra ser mais específica. Não vou te pedir pra que não me telefone mais ou pra que pelo-amor-de-Deus-me-telefone. O triste é ver que todo aquele amor virou um mero “tanto faz”. E mais triste ainda é reconhecer que eu não tenho mais motivo algum pra fingir que sou forte o bastante e aguentar tudo sozinha. Eu desabo mesmo, choro mesmo, grito mesmo, bato o pé mesmo. A melhor parte de você ter saído da minha vida, é que eu tive espaço pra entrar nela. Por mais que não tenha mais sentido escrever sobre o que fomos, tampouco tentar escrever sobre outras pessoas procurando os seus traços no meio das palavras embaralhadas. Não foi perda de tempo te amar, te esperar, te querer. Mas confesso que seria perda de tempo viver pra sempre em uma bolha impregnada com o seu cheiro. Obrigada pela sua parte que me fez feliz, e obrigada ainda mais pela sua parte que me fez sofrer - ou melhor, crescer. Eu não queria que isso ficasse nostálgico, mas foi impossível. Peço perdão por isso, mas não me culpo por todo o resto. Não se culpe também. Foi bom e teve fim… Está tendo um fim. Se precisar ter a certeza de algo, eu te peço pra ter apenas de duas coisas: a primeira foi que eu te amei; a segunda é que essa é a última vez, em toda a minha vida, que eu escrevi sobre você.
March 25, 2013
March 24, 2013
8:30 pm
Jamais perguntaram às borboletas se elas preferiam fincar os pés na terra ao invés de morrerem esmagadas em uma janela fechada de carro. Jamais perguntaram às cobras se elas gostam de rastejar pelo chão e gastar as peçonhas com calcanhares de bichos venenosos. Queria eu saber se os pássaros não sentem inveja dos peixes e se as montanhas gostam de dançar. Nunca vi alguém questionar a vida. É porque é e nunca deixou de ser. E se as pegadas não precisassem de pés para serem marcadas? E se as águas não precisassem do vento para formarem ondas? E se a saudade, o amor e as lembranças não precisasse de mim? Difícil enxergar pelo ângulo mais fácil. Brechas e desconfortos são sempre mais cômodos. Nunca perguntei ao silêncio se ele gostava das minhas lágrimas em madrugadas petulantes, nunca quis saber se o travesseiro gosta de tanta inquietação e poesia melodramática. Eu já não gosto de ser quem nasci para ser. Enjoei das minhas olheiras e lábios ressecados, das minhas dúvidas e certezas. Mudar o velho vaso de planta do lugar não me preenche como a rotina. Estou cansado das mudanças não mudarem. Estou cansado de ver Lua e Sol e mesmo assim me sentir como um crepúsculo alaranjado; estou cansado de ser alegre e triste e sorrir largo da mesma maneira; estou cansado de ir à batizados e enterros quando nem mesmo sei em qual deles devo chorar. Afinal, ninguém perguntou para a vida se ela gosta de permanecer ou para a morte se ela gosta de partir. Talvez o que precise se chame “inversos”. Que a tristeza finque o pé no chão um dia e diga que não irá chorar. Que o ciúmes se decida e me convença que meus olhos mentem, e que meus olhos se cansem de enxergar. Ninguém perguntou à realidade se ela é realmente a dona da razão e se a mentira mente o tempo inteiro. Ninguém perguntou aos sábios se eles gostam da loucura ou para os livros se eles conformam-se com teias de aranhas. Ninguém perguntou a minha alma se ela já está cansada de cair em precipícios infinitos. Eu gostaria de saber se a vida gosta de ser vivida, se o espelho é mesmo o que está ao contrário, ou se nós estamos do lado errado. Todos clamam por sabedoria, mas ninguém quer saber de lagartas arrependidas por abraçarem o vento.
8:25 pm
Corações lá, corações pra cá, ninguém sabe pra quem é o nosso coração, nem nós mesmos. Acontece
March 22, 2013
5:51 pm
Você é minha fase ruim. Não. Você não me conheceu numa fase ruim. Você é a fase ruim. Você é o tipo de pessoa que faz as coisas desandarem, que provoca a fúria das coisas. Você é o tipo de pessoa que descoisifica qualquer coisa. Alguém assim não pode ser coisa boa. Você é minha fase ruim. Eu não vou fugir de você simplesmente porque você cismou em também não querer fugir de mim. Quando você fugir de mim, eu fujo de você. Não é assim que as coisas são? As coisas. A respiração compassada soltando jatos de feromônios safados, provocando um transe erotomaníaco, loucuras que rodeiam nossas cabeças entre os intervalos dos gozos arrancados com facilidade tântrica, os gemidos mortos no travesseiro, os olhares embaçados, o desfoque do amor colado, aquele campo de consciência reduzido ao espaço não–existente entre os_rostos_grudados_na_cola_feromônica dos tesões perdidos entre os lençóis. A vida sai de foco e então você percebe que foto bonita mesmo é aquela borriscada, porque tudo nessa vida é riscado, ou desfocado, ou manchado, ou cheio de ruído. Não existe informação pura. Não existem mensagens perfeitas, sem ruídos e interferências. O amor não é mensagem. É ruído puro.
5:50 pm
Ontem a noite eu te encontrei, você não me percebeu, mas eu te fitei a noite inteira, e caramba… Você estava linda! Usava um vestido vermelho, tomara que caia, é assim que vocês garotas chamam esse tipo de vestido, não é mesmo? Esses sem alças. Enfim, não era uma roupa muito reveladora, nem tão misteriosa, era um pouco de cada, no ponto. Seus cabelos escuros como a noite, caído nos ombros, te deixavam ainda mais incrível, seus olhos castanhos, faziam contraste com o seu sorriso tímido, e o seu olhar meigo me fascinava ainda mais. A tua presença ofuscava todo o resto, tornava inexistente as pessoas ao seu redor, era como se só você existisse. Você sorria, parecia contente, e eu sei disso, por que não era um daqueles sorrisos que se usa pra mascarar a tristeza, era sincero, refletia á sua alma. Tava tudo perfeito, tirando o triste fato de eu não poder tocá-la, mas de qualquer forma, eu já havia saído de casa conformado, eu sabia que me aproximar não seria possível. Lá estava eu te admirando, enquanto naquela cafeteria, você ria e se divertia com suas amigas. Estranhei o fato de todas estarem acompanhadas, exceto você, por um momento, me enchi de esperanças, mesmo sabendo que você jamais me perdoaria, foi quando avistei um sujeito se aproximar de ti, ele parecia interessante, educado, cumprimentou a todos com um abraço amigável, e até sorriu. Ele sentou-se ao seu lado, segurou suas mãos, e a beijou, nesse momento, pude sentir todo o meu corpo estremecer, meu coração, quase saltou pra fora do meu corpo, até senti aquelas danadas borboletas que muitos afirmam sentir. Você encarava aquele sujeito, como se ele fosse a melhor coisa no mundo, seus olhos brilhavam, era mútuo, ele te olhava da mesma forma. Meus olhos se encheram de lágrimas, me dei conta de que não havia só te perdido, eu jamais a teria de volta, competir com esse cara, seria uma total perca de tempo. O pior é ter que aceitar que sou o culpado por tudo isso, te entreguei nas mãos de outro alguém, brinquei com o teu coração, achei que você estivesse garantida, errei feio. Nunca te valorizei como a bela mulher que sempre foi, me desculpe, perdoe-me por não perceber a tempo o quanto você é incrível, o quanto preciso de você. Lembra do dia em que você ameaçou ir embora, por já não suportar meu desmazelo? Eu gritei que haviam outras garotas no mundo e naquele mesmo dia, você me deixou. Eu estava certo, existem garotas de todo o tipo espalhadas por aí, estive com muitas na esperança de te encontrar, achar um sorriso que substituísse o teu, tocar mãos tão lisas quantos ás suas, beijar lábios tão rosados e pequeninos quanto o seu. Foi inútil, te substituir não é uma tarefa fácil, você é tudo que um homem deseja e mais. Nem mesmo uma das mulheres com quem estive, chegaram ao seu patamar. Por fim, desisti de te procurar em outros corpos, em outros risos. Você é um modelo único de perfeição, a única com quem quero estar, mas jamais terei de volta. Peço tão somente que anule todas aquelas ofensas, delete de ti, todas as vezes em que te diminuí, esqueça o dia ensolarado em que disse que você era só mais uma, não é verdade, você é magnífica, sábia, gentil, e doce como um anjo. Acredite, eu daria qualquer coisa, pra ser eu segurando suas mãos naquela cafeteria, pra ser o motivo do teu riso, quem dera eu pudesse voltar no tempo, consertar todos o erros que cometi contigo, apagar todo o mal que lhe causei. Infelizmente não posso, me contento em lhe desejar toda a felicidade concentrada no mundo. Não sejamos hipócritas, eu preferia que fosse eu o cara sentado ao seu lado, mas quem sou eu pra desejar algo? Logo eu que só te fiz infeliz, mas já que estão juntos, oro pra que ele saiba cuidar de ti, da forma que eu deveria, mas por ser tão burro, não fiz. Depois de tê-la feito chorar por longos dias, te desejar felicidade, é um meio de me redimir. Se não for querer demais, peço que não me esqueça, ainda que eu lhe sirva de lição pra evitar futuras decepções, me guarde dentro de ti, mesmo que num cantinho pequeno, não muito importante, ainda que em suas piores memórias, só não me deixe morrer pro completo, pois eu prometo, jamais me esquecer desse teu cheiro de roupa limpa.



